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G7 estuda implantação de imposto global para megacorporações

Acabou neste domingo o aguardado encontro de três dias do G7, o grupo que reúne sete das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Geralmente anual, esta foi a primeira reunião, presencial, dos líderes dos sete países em quase dois anos, já que, depois do último encontro, em agosto de 2019, a pandemia de coronavírus suspendeu a agenda por todo 2020.

 

Donos de cerca da metade do PIB do mundo, os sete membros do grupo, criado nos anos de 1970, têm ainda o poder de ditar tendências para o debate global e direcionar o passo das políticas internacionais por meio de seu poderio econômico, com incentivos ou embargos, por exemplo.

 

IMPOSTO GLOBAL 

 

Ainda antes do início da cúpula, na semana passada, os ministros das finanças do G7 já haviam chegado ao acordo histórico para criar um imposto global mínimo de pelo menos 15% para as grandes empresas multinacionais.

 

O grupo também concordou que as maiores empresas devem pagar impostos onde geram vendas, e não apenas onde têm presença física. O principal alvo são gigantes da tecnologia como Apple, Facebook ou Google, que têm enorme mobilidade de seus negócios e lucros e se aproveitam de paraísos fiscais, onde a tributação é mais baixa, para instalar suas sedes e deixar de pagar centenas de bilhões de dólares em impostos.

 

Discutida já há alguns anos dentro da OCDE, grupo dos países mais ricos, a proposta passou a ser levada a sério após as pressões por mais gastos e mais arrecadação trazidas pela pandemia. Depende, agora, de ter o acordo político transformado em um plano formal de implantação, o que implica também em driblar tanto a resistência que haverá das corporações quanto as discordâncias pelos detalhes entre as autoridades do G7.

 

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